Baixa libido? Causas, sintomas e tratamento

O desejo sexual varia muito de uma pessoa para outra, e uma redução temporária do interesse sexual (diminuição da libido) é comum. Muitas vezes está ligado a problemas transitórios, como estresse. Em outros casos, porém, a diminuição do desejo sexual representa um sintoma de patologias reais.

A redução  da libido pode afetar homens   e mulheres  e  pode comprometer a estabilidade pessoal e do casal. Na verdade, está intimamente ligado à excitação e a uma vida sexual satisfatória.

Sintomas de desejo sexual diminuído

A diminuição da libido se manifesta por uma diminuição na frequência e intensidade do impulso sexual, tanto espontâneo quanto evocado por estímulos sexuais. A redução é maior do que o esperado com base na idade da pessoa e na duração do relacionamento.

O desejo está ligado às condições de saúde e estilo de vida do sujeito, aos seus níveis hormonais e à ingestão de certas drogas, além de ser influenciado por vários fatores psicológicos (experiências corporais e presença de imagens e fantasias sexuais, etc.). A diminuição da libido é uma condição caracterizada por um déficit ou ausência de desejo e fantasias sexuais. É uma situação que gera desconforto e sofrimento tanto em quem a vive quanto no parceiro e pode ser específica ou generalizada para vários parceiros.

A diminuição do desejo pode se manifestar em dois transtornos diferentes: transtorno de desejo sexual hipoativo e transtorno de aversão sexual. No primeiro caso, o sujeito tem pouca ou nenhuma fantasia sexual e pouco interesse pela atividade sexual. Mas não rejeita a intimidade como no caso da aversão sexual em que o indivíduo experimenta uma verdadeira fobia com a evitação da sexualidade.

Causas da diminuição da libido

As causas da diminuição da libido podem ser psicológicas ou orgânicas. É necessário ter uma história sexual correta para entender a natureza do problema.

Causas orgânicas e farmacológicas da libido baixa

As razões fisiológicas mais comuns podem ser atribuídas a desequilíbrios hormonais com diminuição da produção de testosterona, aumento da produção de prolactina e hipotireoidismo. A diminuição ou ausência do desejo sexual também pode depender de inúmeras doenças crônicas, como uremia, insuficiência hepática e vários tipos de câncer ou causas neurológicas (por exemplo, diabetes, esclerose múltipla, disfunção da medula espinhal).

O declínio do interesse sexual também pode estar relacionado ao abuso de álcool e drogas (por exemplo, cocaína, opioides e heroína). As drogas que afetam o desejo incluem anti-hipertensivos, neurolépticos, antiepilépticos e alguns antidepressivos (particularmente inibidores seletivos da recaptação de serotonina).

Às vezes, mesmo a terapia oral de estrogênio e contraceptivos hormonais pode causar uma redução na libido.

Causas psicológicas e fisiológicas

Ter pensamentos negativos sobre relacionamentos íntimos (por exemplo, ansiedade de desempenho, medo de gravidez ou doença indesejada), bem como depressão e problemas de relacionamento e/ou experiências não recompensadoras (por exemplo, devido à falta de habilidades sexuais ou má comunicação com as necessidades) podem afetar o desejo sexual.

Nas mulheres, a diminuição da libido pode estar associada a condições dolorosas durante a relação sexual (dispareunia) e incapacidade de penetração devido à contração involuntária da parede vaginal (vaginismo).

Além disso, a redução do desejo sexual pode estar ligada a determinadas circunstâncias, como fase do ciclo menstrual, gravidez, menopausa, qualidade do relacionamento do casal e insatisfação com o próprio corpo.

Gravidez e menopausa

Na gravidez, a manutenção da libido é subjetiva: algumas mulheres expressam mais desejo e continuam a ter relações sexuais, enquanto outras preferem reduzir ou cancelar a frequência das relações sexuais. Muitas vezes a libido torna-se mais difícil de recuperar no pós-parto quando a nova mãe necessita de grande apoio.

Além disso, com as alterações hormonais e o novo e constante compromisso de cuidar do recém-nascido, aumenta o risco de transtornos de humor e perda de desejo.

Com relação à menopausa, a terapia sistêmica de estrogênio iniciada na hora pode melhorar o humor e ajudar a manter a sensibilidade sexual e a lubrificação vaginal. Esses benefícios podem aumentar o desejo e a excitação sexual.

O homem, por outro lado, como consequência de uma queda na libido pode manifestar um problema de disfunção erétil. Se não for tratada, a diminuição do desejo pode afetar negativamente o ambiente psicológico e a relação emocional do casal.

Tratamento da redução do desejo sexual

Saiba como aumentar a libido

Pode acontecer que ao longo do tempo não seja possível cultivar a cumplicidade no casal com consequente distanciamento relacional. Isso afeta a intimidade e a falta de estímulos afeta o desejo.

Conhecer os motivos da perda da libido pode ajudá-lo a entender quais comportamentos adotar para realizar o desejo. Deve-se ter cuidado para não negligenciar sentimentos e necessidades mútuas para manter o prazer mesmo na sexualidade.

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Antes que o problema se agrave e interfira na qualidade de vida e no relacionamento do casal, deve-se proceder a uma avaliação pelo seu médico. Com base na causa, os médicos podem sugerir psicoterapia, prescrever um medicamento diferente ou recomendar terapia suplementar com testosterona.

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